Um dia em Córdoba.

af9a4f1c-622d-4984-965f-93bcbe99af3fPartimos bem cedo com destino a Sevilha, mas com parada obrigatória em Cordoba. Você precisa comprar 2 passagens separadas, 1 até Córdoba e outra para o trajeto Córdoba-Sevilha. Trechos que também devem ser adquiridos com antecedência. Deixamos para comprar na Espanha e pagamos 3 x mais que o preço que havíamos programado! A viagem de AVE leva em torno de 1 hora e meia e às 9h30 desembarcamos em Cordoba. Se pegar o trem de 8h da manhã como nós, você poder programar a continuação de sua viagem para Sevilha por volta de 15h40. É tempo suficiente para conhecer os principais pontos de Córdoba e chegar em Sevilha ainda de dia.
Outra dica já divulgada em outros blogs é sobre onde deixar suas malas neste pit stop. A estação da Renfe não possui maleiro mas, do outro lado da rua fica a estação de Autobus que possui maleiros a um custo de 4 euros por dia.

O Centro turístico de Cordoba fica a uns 20 minutos de caminhada da estação. Portanto, para otimizar seu dia,  o ideal é pegar o ônibus 3 Circular e descer próximo a Parada San Fernando. Ou um taxi que não custará mais que 7 euros.

Córdoba é relativamente pequena e tem suas principais atrações muito próximas uma das outras. Começamos o dia pela lindíssima Catedral de Córdoba, uma construção islâmica impressionante.  Foi originalmente uma igreja cristã, levantada por volta do ano 600. Com a chegada do Islã a Córdoba, o lugar foi dividido entre cristãos e muçulmanos. A construção da mesquita teve início, então, por volta de 785 pelo emir Abd ar-Rahman I, tendo sido levada adiante pelas gerações subsequentes durante os séculos VIII, IX e X. Com a retomada do Catolicismo, a Mesquita foi parcialmente destruída e, mais uma vez construída como igreja. O fato é que a construção é magnífica, são inúmeras colunas de pedras nobres, em formato quase infinito, que nenhuma foto seria capaz de reproduzir.

Dali, bem pertinho fica a famosa região da Juderia com suas ruelas floridas. A Calleja de Flores é a mais famosa- um beco sem saída repleto de pitorescas casinhas floridas. Em Maio, para celebrar a primavera, em Cordoba acontece anualmente El Festival de Las Flores, onde entre outras atrações, os pátios abrem-se para visitação.

De lá, nos deixamos perder um pouco na beleza e nas histórias deste lugar lindo, um verdadeiro mosaico cultural repleto de praças, pátios e fontes. Sem hora, sem pressa…

O Próximo destino era o Alcazar dos Reys, mas infelizmente descobrimos que o mesmo não abria as 2as. no inverno. Conseguimos apenas algumas fotos externas…

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Optamos então por almoçar e antecipar nossa ida para Sevilha. Escolhemos uma autêntica Taberna Cordobesa na Juderia, para conhecer a gastronomia de lá e super recomendamos. No melhor  esquema primeiro prato, segundo prato, bebida e sobremesa, tivemos uma e experiência gastronômica inesquecível, em uma mistura da cozinha tradicional com uma apresentaçao moderna e caprichada.
O local? Taberna El Abanico.

Ficamos com gosto de quero mais. Acho que 2 dias em Córdoba seriam mais proveitosos e nos dariam mais tempo para viver aquela atmosfera de tirar (ou de nos dar mais) fôlego.

Viagem realizada em Nov/2016

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Bate & Volta de Madrid a Toledo.

f2bc5502-8acd-4065-b2db-da2f3089d715O dia amanheceu com sol. Portanto nosso bate e volta em Toledo estava garantido.
Há 2 maneiras de ir de Madrid para Toledo, para quem não está de carro: pelos ônibus da ALSA que partem da Plaza Elíptica e levam 1 hora de viagem, ou pelo AVE – os trens rápidos espanhóis que fazem o trajeto em 30 minutos e partem da estação ATOCHA. Optamos pelo trem e aí vai a primeira dica para este passeio: não deixe para comprar os bilhetes na estação. Ou então chegue com uma antecedência de uns 40 minutos do horário que pretende embarcar. Não fizemos isto e tivemos que esperar 1h15 para o próximo trem que partiu às 10h10. Ao chegar em Toledo, você precisará se dirigir ao Centro histórico onde ficam a maioria das atrações. Mas ele encontra-se a uns 20 minutos de caminhada com ladeiras. Portanto, se não quiser andar todo este tempo,  pegue qualquer ônibus que passe na Praça Zocodover ou a linha 12 circular.
A Praça Zocodover é o ponto de partida para seu passeio.
Na praça , pegue um mapa no Centro de Informações turísticas, onde poderá também informar-se do que está aberto, acessos gratuitos no dia (no nosso caso, fomos domingo e havia pelo menos 3 atrações gratuitas) e onde poderá adquirir a pulseira turística. A pulseira custa 9 euros e dá acesso a 7 atrações na cidade. Vale, apenas se chegar cedo na cidade pois, se o tempo for curto, você não conseguirá visitar tudo. Toledo é pequena, mas como toda cidade murada, a delícia está em perder-se pelas ruelas, parar para fotos e aproveitar a atmosfera agradável do lugar.
Começamos a visita pelo Museo del Greco, que traduz o estilo das casas toledinas e abriga o museu deste artista e de seus aprendizes. A Sala dos 13 apóstolos vale muito a visita e a tela de Cristo Salvador é belíssima. A propósito, a obra de El Grego está por toda a cidade.

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Toledo é uma cidade que tem muita história. Fundada em 192 a.c. pelos romanos, e durante séculos foi povoada pacificamente por cristãos, judeus e mulçumanos.

A cidade possui inúmeras sinagogas, herança da presença judaica na cidade.
A Sinagoga del Trânsito, em pleno bairro judaico, abriga o Museu Seffardi uma referência para a comunidade judia na Espanha.

Seguindo as vielas, alçanca-se a Igleza Santa Maria la Blanca, antiga Sinagoga do século Xll, cujo interior convidada a contemplação e meditação e ainda guarda as lembranças de como conviveram em perfeita harmonia as 3 religiões: judia, mulçumana e cristã, em sua arquitetura.

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A próxima parada foi no Monasterio del Reyes com seu belo claustro. A igreja contígua ao monastério vale uma rápida parada.

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Bem próximo de lá, localiza-se a Puerta del Cambrón uma das portas mais antigas da cidade que data provavelmente da época da dominação visigoda. No séc. XV ela era usada com porta de acesso ao bairro hebreu. Descendo um pouco mais avistamos a Puente Carlos, que atravessa o Rio Manzanares que circunda Toledo, e possui uma animada tirolesa que liga as 2 margens do rio. Há várias outras portas ao redor da cidade.

De lá uma rápida parada para um almoço turistão pois não vimos nada muito diferente disto e seguimos para a Catedral Primada.
A Catedral de Toledo é lindíssima. Uma das mais bonitas e completas que já visitamos. O acesso custa 8 euros e dá direito ao audio guide que, te guiará por uns 50 minutos de contemplação de uma verdadeira obra de arte católica. O interessante é que a catedral foi construída em cima de onde, no passado era uma medina.

Retornamos no AVE de 17h25 com gostinho de quero mais. Por ser uma cidade Patrimônio da Unesco ainda havia muito por visitar. Claro que um bate e volta te dá uma boa visão dos principais pontos da cidade, mas um pernoite te permite conhecer mais e com mais calma.

Viagem realizada em Nov/2016

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De Madrid a Granada – Nosso roteiro econômico de 8 dias pela Andaluzia.

Como já dissemos por aqui, viajar é nosso maior prazer. Desta vez foi tudo meio corrido, bem mais econômico mas, ainda assim, não menos fantástico.  Quem ama viajar sabe que planejar e estudar o roteiro com antecedência, te permite adequar a viagem ao bolso do momento. Para nós este ano foi a primeira vez em hostels, o que se mostrou uma ótima opção para viagens mais econômicas. Mantivemos a opção quartos privados com banheiros é claro, e ainda o café da manhã incluso nas  tarifas para evitar o vai e volta em busca de padarias e cafés. Mas, descobrimos que os hostels em sua maioria ganham pela excelente localização. Então, optar por hostels com café incluso, não é tão importante assim. Das 4 cidades q ficamos apenas 1 não era hostel…Afinal ir a Ronda, e por 1 única noite, não ficar hospedada no famoso Parador de Ronda, seria um desperdício.

A região da Andaluzia é onde a influência moura na Espanha é mais forte, portanto as cidades tem semelhanças em sua arquitetura e te remetem a um passado de inúmeras ocupações e culturas. As mesquitas e fortalezas presentes em muitas das cidades que visitamos, mostram esta forte influência árabe. Além disto os inúmeros bairros judaicos trazem a presença hebraica à cidade.  Isto torna ainda mais rica e bela a viagem e nos convida a mergulhar nestas lindas cidades.a7b4ea24-b4f2-4f59-8932-1165278c7d49

Por ser novembro, as temperaturas já estavam bem baixas e, mesmo que no verão esta região chegue a 45 graus, pegamos bastante frio em lindos dias ensolarados, afinal como dizem, por aqui o sol nunca se põe.

O resumo do nosso roteiro foi:
Madrid – Apesar de já conhecermos Madrid, pernoitamos 2 noites para encontrar uns amigos que também estavam de passagem por lá. Em 1 destes dias fizemos um bate e volta até Toledo, que não conhecíamos;
Sevilha – 03 noites, com a parada estratégica em Cordoba, a caminho de Sevilha;
Ronda – 01 noite apenas, visitando as lindas cidades da Rota dos Pueblos Brancos;
Granada – 02 noites.

De Madrid a Cordoba e Sevilha, optamos pelo AVE o trem rápido espanhol. De Sevilha a Ronda, passando pelos Pueblos Brancos alugamos um carro que, devolvemos assim que chegamos em Granada.

Nos posts seguintes contaremos um pouco do que vimos, o que vale a pena, furadas e dicas para este roteiro.

Olé!

Viagem realizada em Nov/2016

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Não me leve a mal….mas o Carnaval foi em Mendoza!

Carnaval tem suas alegorias, marchas, samba e blocos. Mas  este ano o blog estava mais calmo e veio finalmente parar em Mendoza.
A viagem é um pouco longa, pois não há vôos direto de Rio ou São Paulo. Mas a proposta de dias regados a vinho e, também com incursões nas cada vez mais exploradas cervejas artesanais, era uma tentação para Rei Momo nenhum colocar defeito.

Mendoza é o distrito da Argentina onde concentram-se mais de 2000 vinícolas, sendo que há por volta de 200 abertas à visitação.
Portanto, 4 dias seriam pouco para explorar tudo. Nos concentramos nas 3 maiores regiões produtoras: Maipu, Vale do Uco e Lujan de Cuyo, que dividiremos com vocês por aqui!

Maipu: um brinde a vida!

Começamos o dia com o pé direito: abrindo os trabalhos às 9h40 na Bodega El Enemigo, uma vinícola boutique, projeto de Alejandro Vigil, o enólogo da Catena Zapata e Adrianna Catena, a caçula da família.
A beleza do lugar, alinhada a simpatia de Sofia que nos guiou, nos encantou. Fazendo umas analogias com a obra Divina Comédia, de Dante Alligheri, passamos 3 agradáveis horas entre o Paraíso e o Inferno, que para Alejandro divide as áreas de sua maravilhosa residência (sim, ele mora na propriedade).
Além dos divinos vinhos, a bodega tem exposição de artistas locais que, a cada 3 meses, revezam-se complementando com seus trabalhos a bela casa.

 

 

El Enemigo produz 9 diferentes rótulos, sendo 4 na linha de entrada: Malbec, Bonarda, Cabernet Franc e um único Branco, Chadornay; e 5 na sua linha Premium, sendo um blend das uvas cultivadas na vinícola e 4 Cabernet Francs de 4 diferentes regiões de Mendoza, sendo um deles atualmente  o de maior pontuação para RP.

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Não ficamos para o almoço, pois havímos agendado na Trapiche, mas o restaurante de El Enemigo é uma graça e, tornou-se o queridinho dos mendoncinos graças às mãos do chef , Santiago Maestre.

Em Maipu também visitamos uma pequena produção de azeites, a Pasrai e terminamos nosso tour na Trapiche. Infelizmente demoramos muito em El Enemigo e, perdemos o nosso tour na Trapiche. Mas o esplêndido visual da Bodega e o almoço harmonizado magnífico fecharam com maestria o dia.

Lujan de Cuyo

Lujan fica um pouco mais afastado de Mendoza mas, ainda assim, 9h30 estávamos prontos para nosso tour, que desta vez incluiria 3 vinícolas. Começamos por uma Bodega com instalações muito modernas, chamada Budeguer. A degustação incluía seus vinhos de entrada, de rótulos bem coloridos e que levam o nome Tucumen nas especialidades Malbec, Cabernet Savignon e Chadornnay, e o Premium deles, um Malbec chamado Cuatromil, com edições únicas e numeradas.

De Budeguer, seguimos para a Chandon. Confesso que não estava em nossos planos passar por lá, pois bodegas muito grandes não nos atraem e, espumantes não são nossa preferência. Mas a máxima diz que, se você está na “chuva é para se molhar”, então nos unimos ao grupo e fomos. Grata Surpresa. A visitação foi ótima, os jardins da Chandon são lindíssimos e ainda tivemos a oportunidade de conhecer o Delice Ice, uma nova versão de espumante para ser tomada com gelo, que ainda não estava à venda aqui no Brasil.

A próxima parada seria nossa degustação acompanhada de almoço harmonizado. A bodega escolhida foi a Belasco de Baldequano. Uma bela construção mas os vinhos e o almoço não foram os melhores da viagem.

 

As Altas Montanhas.

No terceiro dia, para dar um descanso ao amigo fígado, nosso destino seria outro: as altas montanhas da Cordilheira dos Andes, para chegar ao ponto mais próximo de observação do Pico do Aconcágua: a entrada do parque nacional. A viagem dura em média 2h e meia, de uma paisagem árida (era verão) e de tirar o fôlego por suas subidas e curvas sinuosas. No inverno, a estrada cobre-se de neve e, inclusive há uma estação de esqui no local. É um dia puxado, dedicado exclusivamente à ir e voltar do Parque do Aconcágua. Mas, quando teríamos a oportunidade de estar a 3.300m de altitude e ainda assim, vê-lo sabendo que está a 6.900m e é o ponto mais alto do Hemisfério Ocidental e Sul? A viagem tem algumas paradas para fotos como na Puente del Inca e um almoço no vilarejo de Uspallata, um oásis no meio a estrada com 7.000 habitantes.

Vale Do Uco.

O último dia de vinícolas guardava algumas maravilhosas surpresas! Vale do Uco era uma região muito esperada pois, todos diziam que pela altitude e proximidade com a Cordilheira, seria a mais bela de todas. A viagem é uma pouco mais longa, cerca de 1h30m. Vale ressaltar que além dos parreirais a região também tem várias plantações frutíferas como pêssego e maçãs. Iniciamos nosso tour na La Azul, a menor propriedade da região e que produz delicados vinhos apenas para o turismo, uma vez que a maior parte de sua produção de uvas abastece as outras grandes vinícolas do estado. Eles se denominam a única 100% Argentina e possuem 100mil hectares. Mas apenas 10 mil hectares para a predição familiar de 100mil garrafas. Lá degustamos
6 deliciosos rótulos. A La Azul também oferece almoço harmonizado em seus jardins. De lá seguimos para a Bodega Andeluna. Andeluna está localizada em uma região lindíssima, com uma casa que te convida a sentar, experimentar, ficar e perder-se na deslumbrante vista da Cordilheira ao fundo dos parreirais. Como atrasamos mais uma vez, o tour havia partido mas, fomos recepcionados por nada menos que Maurício, o apaixonado enólogo da Andeluna que nos deu uma aula totalmente fora dos padrões tradicionais de degustações.

O último dia seria finalizado com chave de ouro em um Restaurante chamado Tupungato Divino, onde mais uma vez nos deliciamos com a maravilhosa gastronomia mendoncina e o acolhedor espírito da região.

Outras dicas:

A cidade de Mendoza é plana, dá para fazer quase tudo a pé e, tem uma gastronomia maravilhosa. Os demais restaurantes que conhecemos e amamos foram: Abrasado (fica dentro da Bodega Los Toneles, no centro de Mendoza), Josefina Restó (Na Calle Aristides Vilanueva que concentra inúmeros bares, cervejarias e restaurantes), a Cerveceria Antares, Cordillera Viños & Fuegos, Anna Bistrô e Maria Antonieta.

Para podermos beber à vontade, optamos por utilizar os serviços de carros particulares do Leo Hartz da Mendoza Remis, que foi impecável.

Viagem realizada em Fev/2018

 

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Enfim, Marrakech!

O dia dedicado à Marrakech começou com a visita guiada à medina! 

Antes, porém, um pouco de história da Mesquita Koutoubia, do século XII, com 70 metros de altura, relembrando a torre de Hassan que vimos em Rabat. De frente para a torre, escavações arqueológicas remontam a uma mesquita ainda mais antiga.

Cruzando a famosa Jemaa El-Fna, com carros, carroças e motos disputando espaço com os turistas e pedestres locais, logo se chega ao Palácio da Bahia. Datado de 1860 impressiona por sua grandeza, beleza e história. O sedutor palácio, residência de Bou Ahmed, suas quatro esposas e 24 concubinas, possui infinitos quartos, todos delicadamente trabalhados e um perfeito riad com quatro jardins representando os  elementos que traduzem a perfeição de acordo com a cultura local (mel, leite, água e vinho).

O passeio pela medina continua, lojas de antiguidades se misturam às bancas de quinquilharias; azeitonas, frutas secas e codimentos são encontrados facilmente. A incrível farmácia de centenas de matérias Salas que se transformam em produtos de belezas, óleos medicinais e codimentos é imperdível. Na saída do bairro judeu encontramos os amendoados doces marroquinos. Merecida pausa para o café e degustação!

Com o termômetro marcando 42°C e aquela vontade de saciar a sede após a caminhada pela medina, nada melhor do que algumas canecas do líquido mais que precioso! Cervejas por aqui não são impossíveis de encontrar nos bares. Ufa!

O final da tarde foi dedicado ao aprazível jardins Majorelle. Opções não faltam para a agitada noite em Marrakech. Ficamos com um tradicional bar de narguile.

Iniciamos o penúltimo dia da viagem em direção a Essaouira. Um bate volta para conhecer a artística cidade à beira mar. No caminho, muitas árvores de argan, alguns souks nas pequenas cidades e uma das cenas mais inusitadas: cabras expostas sobre as árvores à venda.

As casas rosadas, obrigatórias em Marrakech por representar a cor da nobresa, dão lugar às construções brancas e de gabarito relativamente baixo. Mas o charme da cidade está no seu antigo porto, ainda em funcionamento, com inúmeros barcos azuis atracados, garças sobrevoando a marina, frutos do mar expostos para comercialização e, é claro, em sua medina. 

Em proporções menores que as dos grandes centros, permite o passeio mais tranquilo. A pausa para o café foi no super bem transado Mega Loft. Lindíssimo!

Os cafés e restaurantes da praça principal também são boas opções para apreciar o vai e vem dos turistas. Já que estávamos no porto, nada melhor do que nos deliciarmos com pescado fresco. O restaurante escolhido na orla foi o Fantastic. Opções bem servidas e um bom custo benefício!

Com um dia off nos aventuramos a voltar, sem guia, à medina. A ideia era conhecer a Maison de La Photografie, o Museu de Marrakech e a Madrassa Ali ben Youssef. A 3km do hotel não fomos aconselhados a caminhar. O taxi, que em princípio tem o preço tabelado – 50 dhs, nos levou até uma rua próxima, tendo em vista que a área onde estão localizados os três pontos turísticos fica dentro da parte histórica. Embora aparentemente próximo, a chegada até o museu não era uma reta. Algumas viradas para a direira e esquerda e quando você pensa que está perdido numa das maiores medinas de Marrocos, surge um guia disfarçado de amigo e te leva até o local desejado. A ajuda nos custou algumas moedas locais!

Mas os três pontos turísticos merecem a visita. O museu (50dhs) abriga cerâmicas da cidade de Fez, punhais e algumas peças do vestuário dos antepassados. O salão principal é lindíssimo! Seguindo um pouco mais adiante chega-se à Madrassa, datada do século XIV. A entrada custa 20 dhs. 


Mas o charmoso Maison de la Photographie merece destaque pelo acervo incrível de fotos da vida e costume do país no final do século XIX e início do século XX. Uma pausa para o café em seu terraço panorâmico e saímos em busca de um taxi em alguma rua interna. A sorte era que seguindo a rua até o final, dobrava-se à esquerda e com um pouco de paciência achava-se um disponível. Paciência é uma palavra cara por aqui, ainda mais quando se tenta sair da medina com carros, motos, bicicletas, ônibus e pedestres aglomerando-se por entre ruas estreitas. 

No final da tarde fomos à famosa praça Jemaa El-Fna, uma agitação gostosa com artistas de rua se apresentando em meio às rodas de turistas e as lotadas barracas com os chefs e seus braseiros em chama servindo os clientes. Há opção se assistir tudo isso das varandas dos cafés em torno da praça. A dica é chegar um pouco antes do por-do-sol para conseguir um lugar melhor!

A viagem fica por aqui. Hora de voltar à Cidade Maravilhosa, rever a família e os amigos, já pensando no próximo destino!

Salaam alaykum!

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O caminho que nos leva à Marrakech!

​A ida para Ouarzazate, a cidade famosa por ser set de filmagem de algumas películas e séries, foi em “alto” estilo. Iniciamos com a vista do alto do Vale do Dades, com direito a um cafezinho no Timzzillite.

Saindo da estrada, logo centenas de cabras dão a cor às montanhas. Mais a frente o cenário é um verdadeiro deserto de pedras, surpreendentemente com vida, pois famílias ainda resistem em viver nas cavernas. 

A vida nas montanhas do Alto Atlas e arredores mostra a força e importância da figura feminina. A cena mais comum é ver mulheres carregando colheitas de trigo montanhas acima. São elas que colhem, transportam, cuidam da casa e da família. Os homens se reservam ao trabalho na construção civil e pequenos comércios locais. 

Uma peculiaridade daqui é que as casas, em sua maioria, são construídas de barro, pedras e palhas (mais baratas e térmicas). Além disso, terracota é a cor predominante, fazendo das casas a extensão da paisagem. 

Descendo das montanhas, chega-se ao vale das Rosas, que florescem na primavera. A estrada segue com muita plantação de milho, figos, palmeiras com suas tâmaras tradicionais e eucaliptos brancos.

Na parada para o almoço, o esperado tahini de cordeiro, servido com legumes e pães de trigo. Bem simples e no estilo marroquino na ótima companhia do nosso guia Omar.

Mais algumas panorâmicas no caminho e na passagem por Skoura, atravessando o rio de pedras, estava o famoso Kasbah Amridil, presente na nota de 50 dirhams, uma espécie de mine museu da vida e hábitos dos kasbahs. Embora indicado em quase todos os guias, não recomendamos!

Antes da ida ao hotel, uma agradável surpresa. Fomos levados para conhecer a família de Omar. Uma recepção deliciosa, com chá e amêndoas. Mais agradecidos pela hospitalidade e carinho, impossível!

Foi no charmoso Dar Chamaa que passamos a noite antes de seguir para Marrakech. O elegante hotel possui quartos delicadamente decorados, além de oferecer bebidas e jantar a beira de sua iluminada piscina.

Em Ouarzazate há algumas opções para os apaixonados pelo cinema. O Oscar Hotel é uma delas. A visita ao studio custa 50dhs por pessoa onde é possível passear pelos cenários das películas do Último Imperador, 007 Marcado para a Morte, Cleópatra, Os 10 Mandamentos e das famosas séries G.O.T e Homeland, por exemplo. 

Outra parada obrigatória para quem está em Ouarzazate é o Kasbah Ait Benhatdou, que também serviu de locação para diversos filme, dentre eles, o premiado Gladiador. Uma fortificação do século XI, declarada patrimônio histórico pela UNESCO. A entrada é franca!

Infinitas curvas te fazem atravessar o Alto Atlas, que atinge 2260 de altitude, e logo chega-se à agitada Marrakech.

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Uma noite no Sahara!! 

​Depois da chuva, o dia no deserto amanhaceu com sol. Uma parada para conhecer a tradição da música e religiosidade local no Pigeons du Sable. Chás são servidos e convite para dança são comuns. 

Mas não só de dunas é feito o Sahara. Minérios são facilmente encontrados no solo quente das minas de Mifiss, tornando obrigatória a parada para conhecer um pouco mais do deserto. A vida dos nômades bérberes também é atração turística por aqui. Mais chá, amendoins e o convite para se fazer casa. 

Umas dunas a mais e chegamos a um sítio arqueológico. A vida marítima perpetuadas nos fósseis, deixa clara evidências que tudo já fora coberto por água.

Mas o deserto também nos reserva cores. Um pequeno oásis com suas palmeiras e fontes de água tornam a paisagem ainda mais exuberante.

E para melhor conhecer a tradição dos habitantes do deserto, a pizza berga e sua explosão de sabores é uma pedida perfeita para almoço. Uma pena que cervejas por aqui são raridade. rsrs

De volta ao hotel para um pequeno descanso e seguimos do alto dos dromedários em caravana para a noite no acampamento.

O visual é incrível!!! Digno de filme. O sol se põe no alto das dunas avermelhadas e logo estamos no acampamento. A recepção clássica: chá e amendoins e logo é servido o jantar. 

Vale trazer sua bebida para apreciar o melhor céu estrelado de todos ao som dos atabaques e cânticos nativos em volta da fogueira. Risos garantidos! 

Antes do dia amanhecer no deserto, somos convidados a apreciar a luz do sol dando cores às areias. O sol se nasce e o café já está servido na grande tenda. O retorno naturalmente é feito por 4×4 ou por dromedários, mas não faria jus ao nome do blog. Então, optamos por retornar ao hotel da forma que mais nos identifica: caminhando!  30 minutos apreciando a vista, sentindo o sol e o peso das dunas. 

Do hotel partimos rumo à Dades. No retorno, era possível apreciar a paisagem que chuva havia nos cerceado dois dias antes. 
A primeira parada na fábrica de fósseis para conhecer um pouco do trabalho arqueológico.

Muitos kms pela frente e chegamos já ao entardecer nas gargantas de Todra. Lindíssima, com calcário cor de laranja formando enormes paredões, sendo cortado por uma fenda que se abre com o passar do rio. 

O pernoite foi reservado no gigante e surpreendente hotel Xaluca. Recepção calorosa e um bar (quase inacreditável por essas terras) tornaram a noite divertida!

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Marrocos, a viagem continua: de Fès ao deserto!

O quarto dia de viagem foi dedicado a visita da Medina de Fes, uma das maiores de Marrocos e sem dúvida uma das mais importantes da história política do país. Centro político nos séculos XIV, XVII e XX, a cidade fortificada possui cerca de 9,2 mil ruas e conta com aproximadamente 350 mil habitantes em toda cidade.

Datada de 808 D.C, possui 160 mesquitas dentro da cidade, assim como incontáveis escolas, praças, lojas e restaurantes.

Uma das paradas obrigatórias é a Madrassa Bou Inabia, uma espécie de centro de estudo teológico, cujos azulejos são preto e predominantemente verde, representando a paz.

É possível se perder nas oficinas de bronze e prata, nas lojas de tapeçarias, nas bancas de frutas secas, em meio as bijuterias, lenços e couros (visite o cortume para aprender um pouco sobre a técnica se conseguir suportar o cheiro..rsrs), transformando a medina num verdadeiro souk.

Nas pequenas ruas convive-se com o dia-a-dia da cidade. Figos de cactos são vendidos ao longo de ruelas, burrinhos fazem o transporte de mercadorias, crianças levam pães para assar no forno comunitário, muros destinados aos 35 partidos demonstram como funciona o processo democrático marroquino, caldeiras tradicionais aquecem as águas para os banhos públicos que ocorrem tradicionalmente as quintas-feiras, para a purificação dos mulçumanos que as sextas-feiras não trabalham após o meio-dia por aqui.

A parada para o almoço foi no lindíssimo restaurante Ryad Nejjarine. Atendimento super atencioso e comida deliciosa! Algo comum por aqui é que a faixada dos prédios são super simples, não há diferenciação entre casas ricas e pobres. A preocupação é não ostentar e ou discriminar. No entanto, ao entrar em Riads como esse percebe-se toda sua riquezas!
O longo caminho de Fès à entrada do deserto começou bem cedo. Logo após o café, já estavamos no nosso 4 x 4, conduzido por aquele que viria a ser o herói do dia, nosso motorista Omar. Os 480 km de estrada nos reservava algumas surpresas. 

Em cerca de uma hora de viagem estávamos a 1700 metros de altura na cidade Ifrane, uma clara referência aos Alpes Suíços. Fundada pelos franceses em 1929, em torno de sua famosa universidade, é simplesmente diferente de qualquer paisagem ou arquitetura dos padrões marroquinos. Dada a altitude, a temperatura, que em Fès marcava 34° C no dia anterior, despencava para 16°C. A cidade também é conhecida pelos nativos para prática de sky, quando, no inverno,  cobre-se de neve.

Para se chegar ao deserto vindo de Fès é preciso passar pelo Medio Atlas. O verde dá lugar, a cerca altura, à terra vermelha, infinitas montanhas se apresentam pelo caminho, e  a cada subida a temperatura cai ainda mais. 

Na floresta de cedro, uma parada para conhecer o habitat dos macaquinhos que se divertem recebendo amendoins das mãos dos turistas. 

Mas a surpresa maior estava por vir. Vamos a ela: o caminho seguia, após uma rápida parada para almoço na beira da estrada em Midelt, quando a chuva que caia no alto das montanhas transformou a estrada em rio. 

Os três carros do nosso grupo ficaram retidos diante de uma enorme poça de água que arrastava com a força da correnteza muita lama, pedras e alguns pequenos galhos de árvore. Ônibus e um trator sequer se arriscavam passar. Duas horas parados, quando o trator arriscou a travessia e nosso motorista avaliou sabiamente a altura da água, passamos  para o outro lado da estrada, sob aplausos de todos que aguardavam a água efetivamente baixar.  Agora faltavam apenas 135 km e em breve estaríamos no hotel. Mas, não! 15 minutos de estrada e nos deparamos com outro ponto de alagamento. Um caos!! Carros parados em todos os lugares impediam nossa passagem. 

Mas quando se tem um herói, se tem tudo. Omar avaliou a profundidade dessa vez entrando a pés descalços. Águas acima do joelho e a avaliação novamente positiva e acertada. Era possível passar. E passamos!!!!!! Ufaaaaaa

Algumas outras pequenas poças no camimho, muita chuva na estrada e, já estando bem escura com o anoitecer, enfim chegamos ao hotel depois de 12hs de muita aventura.

Salve Omar e que venham as dunas e dromedário! 

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Marrocos, a viagem continua: de Fes ao deserto!

O quarto dia de viagem foi dedicado a visita da Medina de Fes, uma das maiores de Marrocos e sem dúvida uma das mais importantes da história política do país. Centro político nos séculos XIV, XVII e XX, a cidade fortificada possui cerca de 9,2 mil ruas e conta com aproximadamente 350 mil habitantes em toda cidade.

Datada de 808 D.C, possui 160 mesquitas dentro da cidade, assim como incontáveis escolas, praças, lojas e restaurantes.

Uma das paradas obrigatórias é a Madrassa Bou Inabia, uma espécie de centro de estudo teológico, cujos azulejos são preto e predominantemente verde, representando a paz.

É possível se perder nas oficinas de bronze e prata, nas lojas de tapeçarias, nas bancas de frutas secas, em meio as bijuterias, lenços e couros (visite o cortume para aprender um pouco sobre a técnica se conseguir suportar o cheiro..rsrs), transformando a medina num verdadeiro souk.

Nas pequenas ruas convive-se com o dia-a-dia da cidade. Figos de cactos são vendidos ao longo de ruelas, burrinhos fazem o transporte de mercadorias, crianças levam pães para assar no forno comunitário, muros destinados aos 35 partidos demonstram como funciona o processo democrático marroquino, caldeiras tradicionais aquecem as águas para os banhos públicos que ocorrem tradicionalmente as quintas-feiras, para a purificação dos mulçumanos que as sextas-feiras não trabalham após o meio-dia por aqui.

A parada para o almoço foi no lindíssimo restaurante Ryad Nejjarine. Atendimento super atencioso e comida deliciosa! Algo comum por aqui é que a faixada dos prédios são super simples, não há diferenciação entre casas ricas e pobres. A preocupação é não ostentar e ou discriminar. No entanto, ao entrar em Riads como esse percebe-se toda sua riquezas!
O longo caminho de Fès à entrada do deserto começou bem cedo. Logo após o café, já estavamos no nosso 4 x 4, conduzido por aquele que viria a ser o herói do dia, nosso motorista Omar. Os 480 km de estrada nos reservava algumas surpresas. 

Em cerca de uma hora de viagem estávamos a 1700 metros de altura na cidade Ifrane, uma clara referência aos Alpes Suíços. Fundada pelos franceses em 1929, em torno de sua famosa universidade, é simplesmente diferente de qualquer paisagem ou arquitetura dos padrões marroquinos. Dada a altitude, a temperatura, que em Fès marcava 34° C no dia anterior, despencava para 16°C. A cidade também é conhecida pelos nativos para prática de sky, quando, no inverno,  cobre-se de neve.

Para se chegar ao deserto vindo de Fès é preciso passar pelo Medio Atlas. O verde dá lugar, a cerca altura, à terra vermelha, infinitas montanhas se apresentam pelo caminho, e  a cada subida a temperatura cai ainda mais. 

Na floresta de cedro, uma parada para conhecer o habitat dos macaquinhos que se divertem recebendo amendoins das mãos dos turistas. 

Mas a surpresa maior estava por vir. Vamos a ela: o caminho seguia, após uma rápida parada para almoço na beira da estrada em Midelt, quando a chuva que caia no alto das montanhas transformou a estrada em rio. 

Os três carros do nosso grupo ficaram retidos diante de uma enorme poça de água que arrastava com a força da correnteza muita lama, pedras e alguns pequenos galhos de árvore. Ônibus e um trator sequer se arriscavam passar. Duas horas parados, quando o trator arriscou a travessia e nosso motorista avaliou sabiamente a altura da água, passamos  para o outro lado da estrada, sob aplausos de todos que aguardavam a água efetivamente baixar.  Agora faltavam apenas 135 km e em breve estaríamos no hotel. Mas, não! 15 minutos de estrada e nos deparamos com outro ponto de alagamento. Um caos!! Carros parados em todos os lugares impediam nossa passagem. 

Mas quando se tem um herói, se tem tudo. Omar avaliou a profundidade dessa vez entrando a pés descalços. Águas acima do joelho e a avaliação novamente positiva e acertada. Era possível passar. E passamos!!!!!! Ufaaaaaa

Algumas outras pequenas poças no camimho, muita chuva na estrada e, já estando bem escura com o anoitecer, enfim chegamos ao hotel depois de 12hs de muita aventura.

Salve Omar e que venham as dunas e dromedário! 

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Marrocos muito além de Casablanca, Rabat e Marrakech!

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A viagem à Marrocos nasceu da vontade de se permitir mudar. Saímos do roteiro que amamos, a Europa e toda a sua agitação com a facilidade de ser quase um viajante auto suficiente, e embarcamos na idéia de conhecer um pouco da cultura árabe. Um novo continente surgiu e, com tantas mudanças, optamos por algo ainda mais inusitado: uma viagem com guia full time. Pesquisas e conversas com amigos que já tinham embarcado nessa aventura,  chegamos ao país através do “Portal Marrocos”.

Pela Royal Air Marrocos viajamos diretamente da Cidade Maravilhosa para Casablanca. Na chegada, inúmeras inspeções de bagagens são comuns. Com nosso guia nos aguardando no aeroporto, seguimos para o Hotel Val Danfa, de localização perfeita, próximo a agitadíssima orla, difícil foi chegar com um trânsito que quase não andava mesmo a 1hs da manhã.

Algumas buzinas na hora de dormir podem incomodar um pouco, mas compensa com uma suite ampla e aconchegante.

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Um rápido café da manhã com a vista para o Atlântico e partimos para visitar a 3° maior Mesquita do mundo. A imponente e belíssima Mesquita de Hassan II, construída pelo Rei de mesmo nome, tem a peculiaridade de ser fortificada sobre as rochas do mar, pois de acordo com o alcorão o trono de Deus foi constituído sobre as águas. 120 Dhs (moeda local) é o preço da visita guiada (cerca de 11€) que te permite conhecer um pouco mais da cultura e hábitos religiosos dos mulçumanos.

Pela auto estrada, seguimos em direção a Rabat, atual capital do Marrocos. Ao longo da via é possível observar os contrastes. Ora a paisagem se apresenta extremamente seca, ora o mar torna o caminho mais familiar. Uma curiosidade em relação a paisagem é que as favelas, em especial em Casablanca, estão em várias partes, inclusive próximas à costa.

img-20160927-wa0025Iniciamos a visita da tranquila Rabat, atual capital de Marrocos, pela Torre de Hassan, um projeto grandioso e inacabado pela morte de seu idealizador Al-Monsour. A idéia era construir a segunda maior Mesquita do mundo, mas hoje restam apenas colunas, algumas ruínas e a torre. Seguindo um pouco adiante, chega-se ao Mausoléu de Mohammed V. Entrada livre.

A Kasbah les Oudaya é uma espécie de vilarejo antigo. O passeio entre as ruelas e casas brancas e azuis te leva ao oceano Atlântico e te permite vivenciar o cotidiano dos habitantes dessa pacata e secular fortificação.

As ruínas de Chellah foi a última parada do dia. Uma espécie de fórum romano em proporções bem menores e infelizmente não tão bem cuidado. Ruínas se misturam às árvores e flores silvestres. Cerca de 1€ a entrada!

Alguns aprendizados valiosos sobre os costumes locais: bebida alcoólica por aqui é raridade, vários restaurantes sequer oferecem tal “iguaria”. É possível comprar cervejas e vinhos nos mercados, em áreas extremamente reservadas (entrada à parte) e frequentada quase que exclusivamente pelo universo masculino; lenços são super bem-vindos. Tenha um sempre em mãos. Em alguns lugares eles são essenciais para cobrir o colo; beijos não são permitidos em público (sequer selinhos😱).

A estrada que liga Rabat à colorida Chefchaouen é longa. Cerca de 5 horas de carro por paisagens secas, muitas curvas e montanhas. Não tão badalada como as grandes metrópoles, a cidade encanta por suas cores. As casas pintadas de azuis se espalham pelas ruelas em meio a pequenas lojas de tecidos, tintas, artesanatos e iguarias locais. Na praça principal (Mohammed V) cafés com as mesas que fazem uso pretensioso do roxo e seus derivados servem o típico chá marroquino a base de hortelã.

Aqui, diferentemente dos cafés ao longo da estrada, é possível encontrar o público feminino, embora em pequena quantidade, sentado junto com familiares degustando o chá ou outra bebida mais refrescante (leia-se nada alcoólico).

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Nota para o hotel Casa Hassan, uma espécie de DAR (Ryad sem jardim), encantador, peculiar e aconchegante por essencia.

Mais um dia de pé na estrada se inicia. Partimos da pacata Chefchaouen logo cedo em direção a Fès, com direito ao momento mais off road da viagem. Depois de algumas planícies, subimos as montanhas de Rife. Crianças com suas mochilas em meio a poeira que sobe com passagem dos carros, burros carregando água que são tiradas de poços nas áreas mais afastadas nos levaram até Volubilis, um sítio arqueológico Romano. 10 dhs a visita guiada, cerca de 1 hora de muito conhecimento sobre a vida política, social e os costumes dos 20 mil habitantes dessa cidade milenar. Graças aos estudos arqueológicos e escavações, a cidade começou a ser redescoberta em 1915. Ainda restam 2/3. Vale cada minuto.

Dica importante: Protetor solar e chapéu são utensílios essenciais num dia de muito calor (cerca de 34°).

Uma rápida parada em Meknes para almoço e a chegada a Fès se deu já no final do dia. Como por aqui bebida alcoólica é raridade, uma parada rápida no carrefour para reabastecer nossos estoques!

Chegamos ao lindíssimooo (valem os três “os”) dar Cordoba com o único obejtivo de  relaxar e aproveitar a noite, pois amanhã teremos muito a conhecer!

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